Para além de ser consumida fresca, a sardinha é também uma matéria-prima extremamente importante para esta indústria.
As conservas de peixe estão presentes na nossa alimentação há muitos anos e têm características únicas e importantes, tanto na indústria conserveira como na dieta gastronómica.

É de relevar que o processo de conservação não retira nenhuma propriedade nutricional à sardinha. Os minerais, proteínas, vitaminas e os ácidos gordos ómega 3 fazem parte e são conservados depois de todo processo.
A manutenção destas propriedades nutricionais significa que é um produto nutricionalmente importante.

As vantagens das conservas são muitas. Desde logo por serem práticas para o consumo e armazenamento posterior, possuido uma validade alongada que permite conservá-las durante bastante tempo.
O processo a altas temperaturas a que o peixe é submetido amolece os seus ossos, permitindo a sua ingestão e a absorção de cálcio, uma fonte importante para o fortalecimento dos ossos.

Existem muitas opções gastronómicas para a confecção deste produto. Molhos, patês, recheios ou misturadas em saladas são algumas ideias que podem tornar a sardinha em conserva num óptimo e delicioso prato.

Conjuntos com conservas de Sardinhas em Azeite

História das conservas

No início do século XIX, o chefe francês Nicolas Appert inventou o princípio das modernas conservas, um processo em que aplicou a esterilização com base em calor.
No mesmo século, O. Dumand patenteava a Folha-de-Flandres, um material que permitiu a conservação de alimentos num recipiente.

Portugal possui uma longa tradição na produção de conservas, tendo a primeira indústria conserveira chegado em 1865, com uma fábrica de conserva de atum em Vila Real de Santo António.
A primeira unidade portuguesa de conservas de sardinha foi estabelecida em Setúbal, em 1880.

Durante a primeira metade do século XX a indústria de conservas foi obrigada a expandir-se, graças à sua subsidiaridade no auxílio da indústria de guerra. Durante o período correspondente à II Guerra Mundial, Portugal transformou-se no principal produtor mundial de conservas de sardinha, consolidando a qualidade e importância dos seus produtos.

As conservas de sardinha portuguesas são certificadas, um selo que tendo uma mais-valia para toda esta indústria, ajuda a exportar quase 50% da sua produção total.

Benefícios para a saúde

A sardinha é um alimento nutricionalmente rico e muito benéfico para a saúde, sendo uma excelente fonte de proteínas com um alto valor biológico.

É classificada como um peixe gordo que nos fornece ómega 3, uma gordura polinsaturada, que auxilia na diminuição dos níveis de triglicéridos e do mau colesterol, favorecendo o aumento do bom colesterol que contribui para o normal funcionamento do coração e da diminuição da pressão arterial.

É uma fonte de vitamina B3 e D, essencial para a absorção de minerais como cálcio e fósforo, ajudando a combater os radicais livres.
A sardinha é também constituída por selénio e ferro, um elemento necessário no transporte de oxigénio e com grande importância na formação de células vermelhas do sangue.

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