A União Europeia define o mel como uma “substância açucarada natural produzida pela abelha Apis mellifera, a partir do néctar das flores ou das secreções procedentes de partes vivas de plantas (…), que as abelhas recolhem, transformam, combinam com substâncias específicas próprias, depositam, desidratam, armazenam e deixam amadurecer nos favos da colmeia”.

Produção de mel entre os Estados-Membros

De acordo com um relatório de 2018 da instituição sobre o comércio deste alimento, estão registados cerca de 600 mil apicultores com um total de 17 milhões de colmeias.
A produção de mel rondou as 250 mil toneladas por ano na UE, produzindo ainda cera de abelha, pólen, geleia real e própolis.

Entre os países dos Estados-Membros que mais produzem mel estão a Alemanha, Espanha, Hungria e Roménia com mais de 20 mil toneladas.
Portugal encontra-se no terceiro lugar, com uma produção entre as 10 mil e as 15 mil toneladas, ao lado da Bulgária, França, Reino Unido e República Checa.

Apesar do segundo lugar mundial na produção de mel, a UE não consegue satisfazer a elevada procura interna.
A nível comercial é a principal importadora de mel. Das 200 mil toneladas importadas, as principais fontes são a China, Ucrânia, Argentina e México.
Cerca de 20 mil toneladas de mel são exportadas pela UE para países como a Arábia Saudita, Canadá, Estados Unidos da América Japão e Suiça.

Conjuntos Edição Especial com frascos de mel

Produção mundial de mel

Os dados de 2016 referem que a China, a nível mundial, é o maior produtor de mel, com mais de 500 mil toneladas produzidas, seguido dos países da União Europeia com 240 mil toneladas e da Turquia com cerca de 100 mil toneladas.

Quando comparado com os outros produtores estrangeiros, os apicultores europeus enfrentam custos de produção relativamente elevados.
O preço médio do produto exportado também é mais elevado que a média do preço do mel importado. Em 2017, o quilo de mel importado custava em média €2,23. O quilo de mel exportado para países terceiros valia em média €5,69.

Proteger as abelhas e apoiar os produtores de mel

Este relatório apelou também à Comissão Europeia e aos Estados-Membros a tomarem medidas para proteger as abelhas e apoiar os apicultores.
O setor da apicultura também é essencial para a agricultura, para a segurança alimentar e para a biodiversidade uma vez que as abelhas têm um papel essencial na polinização de plantas cultivadas e silvestres.

Surtos de doenças, agricultura intensiva, exposição a químicos, perda do habitat natural e condições climáticas adversas ameaçam a sobrevivência das colmeias.

Reforçar a proteção da variedades das abelhas, aumentar o apoio financeiro aos apicultores, proibir pesticidas nocivos e a aplicação de acções contra a importação de mel adulterado são algumas das medidas apresentadas pelo Parlamento Europeu.

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